domingo, 31 de maio de 2009

>>>>>PARA PENSAR>>>>>>

O que faz com que toda execução nos ofenda mais que um assassinato? É a frieza dos juízes, a penosa preparação, a percepção de que um homem é ali utilizado como um meio para amedrontar outros. Pois a culpa não é punida, mesmo que houvesse uma; esta se acha nos educadores, nos pais, no ambiente, em nós, não no assassino - refiro-me às circunstâncias determinantes.

(Friedrich Nietzsche, "Humano, demasiado humano", Cia de Letras, p. 63, aforismo 71, ano 2001, São Paulo)

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Nossas atividades _ 2 Unidade

Em sala solicitei textos diversos.

1) Resumo crítico e resumo de citação de "Dias de Sombra, dias de Luz";
2) As questões sobre "Gramática" que fomos desenvolvendo em sala;
3) Telas de Hieronymus Bosch;
4) Texto de Chico Buarque de Holanda - cantiga de amigo;
5) Texto de Glauco Mattoso - cantiga de maldizer; satírica;
6) O que é Menestrel;
7) Análise Filme Billy Elliot

Adrieele da Ei 21 nos enviou _ Bom dia a todas e a todos...

Linguagem sexista

Patrícia Ramos*

Nos últimos anos, a presença feminina em funções cada vez mais diferenciadas no mercado de trabalho, na política, na administração, entre outras, trouxe a necessidade de traduzir para o vocabulário o que vem sendo vivido.

Perceber as variações da linguagem no masculino e no feminino pode parecer bobagem, mas pode deixar de sê-lo na medida em que nos dermos conta do quanto as sutilezas da linguagem acabam sendo incorporadas não só em nossa forma de expressão e comunicação mas na visão de mundo que construímos influenciando também nossas atitudes frente aos outros e frente a nós mesmos (as).

O novo status adquirido pelas mulheres trouxe certas exigências que incluem mudanças profundas em relação ao que aprendemos tradicionalmente na educação discriminatória recebida na família e na escola, tanto no conteúdo como na linguagem.

Ao analisarmos a língua portuguesa constatamos que nela a linguagem é discriminatória para as mulheres. O masculino é genérico em nossa língua. O feminino dissolve-se por detrás do masculino, expressando ideologicamente a ocultação objetiva da mulher pelo homem.

Não se pode negar que a história tem grande influência no fato de generalizarmos no masculino em quase todas as situações. Porém a história é mutável. Mudar a linguagem sexista significa aceitar o desafio de romper com práticas sexistas para criar nova consciência e novas atitudes e formas de ralações entre homens e mulheres.

Nos dias atuais temos que deixar de só reproduzir, e aprender a pensar para questionar, iniciar novos caminhos, novas formas de organizar o mundo. Definitivamente o reconhecimento da igualdade de direitos humanos de homens e mulheres na sua diversidade de condição humana passa também por uma linguagem não sexista.


*Patrícia Ramos é diretora do Sindicato e funcionária do Santander Real

Marivone nos enviou...

Marivone disponibilizou-nos estes links nos quais você encontra diversos livros que podem ser baixados sem custos. Vale conferir.


http://www.livrosparatodos.net/busca.html
http://www.coladaweb.com/completos.htm
http://www.lendo.org/baixar-livros-gratis-download/
http://virgulaimagem.redezero.org/300-mil-livros-para-download-gratis/
http://www.ebookcult.com.br/
http://livroseafins.com/2007/08/22/os-1000-livros-mais-procurados-no-dominio-publico-para-baixar-gratis/

Vírgulas!

Recebi de um ex-aluno. Tá na Uesc o cidadão...

Muito legal a campanha dos 100 anos da ABI (Associação Brasileira de Imprensa).
1. Vírgula pode ser uma pausa... ou não.
Não, espere.
Não espere.

2. Ela pode sumir com seu dinheiro.
23,4.
2,34.

3. Pode ser autoritária.
Aceito, obrigado.
Aceito obrigado.

4. Pode criar heróis.
Isso só, ele resolve.
Isso só ele resolve.

5. E vilões.
Esse, juiz, é corrupto.
Esse juiz é corrupto.

6. Ela pode ser a solução.
Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder nada, foi resolvido.

7. A vírgula muda uma opinião.
Não queremos saber.
Não, queremos saber.

Uma vírgula muda tudo.

ABI: 100 anos lutando para que ninguém mude uma vírgula da sua informação.

Detalhes Adicionais ...

SE O HOMEM SOUBESSE O VALOR QUE TEM A MULHER ANDARIA DE QUATRO À SUA PROCURA.

- Se você for mulher, certamente colocou a vírgula depois de MULHER.
- Se você for homem, colocou a vírgula depois de TEM.

domingo, 24 de maio de 2009

Ponto e vírgula

Ponto E Vírgula

Eu sou um ponto,
No final de um poema,
de uma prosa,
de um conto.
Sou decisão.
Mas, se uma pequena vírgula se aproximar,
e com carinho tocar minha alma ,
e de mansinho,
fizer seu ninho no meu coração.
Entrego o meu destino,
volto a ser menino,
formo um lindo par,
ponto e vírgula singular,
Crio um novo texto;
um pretexto para ser feliz.

Roberto Passos do Amaral Pereira

Ponto e vírgula _ encontrei na net e repasso; vale a leitura...

PONTO E VÍRGULA

O ponto-e-vírgula é um sinal utilizado quando a pausa desejada não é nem tão breve quanto a vírgula, nem tão longa quanto o ponto. O ponto-e-vírgula é, pois, uma pausa intermediária entre o ponto e a vírgula.

Quando usá-lo?

1) Em enumerações (muito usadas em textos jurídicos - leis, artigos, decretos, etc. - e em livros didáticos), principalmente se os elementos enumerados forem relativamente extensos e numerosos.

Exemplo: Havia vários fatores que corroboravam sua personalidade violenta: morava numa região muito violenta, na qual tiros e facadas eram algo comum; nunca teve acesso à escola e à boa informação, por não desfrutar as condições econômicas básicas para isso; era espancado pelo pai quando tinha seis anos de idade; etc. Veja que cada elemento enumerado é um período composto, com mais de uma oração (verbo) cada um.

Essa extensão exige uma pausa maior que a vírgula, mas não tão grande quanto o ponto. É aí que entra o ponto-e-vírgula. Você também deve ter notado que entre o último elemento e o etc. também houve o ponto-e-vírgula. Quando os grupos são separados pelo ponto-e-vírgula, o etc., se der continuidade a essa enumeração, deve ser precedido pelo mesmo sinal.

2) Quando a vírgula marca a omissão de um verbo, pode haver, antes do sujeito desse verbo, uma pausa representada pelo ponto-e-vírgula ou pelo ponto simples. Exemplo: O general não temia o que lhe podia acontecer; os soldados, sempre (temiam);

O general não temia o que lhe podia acontecer. Os soldados, sempre (temiam). Se a pausa em questão fosse marcada por uma simples vírgula, o sujeito os soldados poderia ser visto como um elemento intercalado (ver Vírgula), isolado por vírgulas, o que prejudicaria a fluência da leitura: O general não temia o que lhe podia acontecer, os soldados, sempre. Notou como não ficaria bom?

3) Quando você achar que há excesso de vírgulas, uma muito perto da outra, apele ao ponto-e-vírgula entre orações ou termos mais extensos. Em determinadas situações, é um elemento indispensável à boa seqüência do texto. Exemplo: Eles sabiam de tudo o que se passava no colégio interno, mas, como já era de se esperar, nunca fizeram nada. Há uma oração (negrito) entre mas e sua oração (nunca fizeram nada).

E antes do mas há outra vírgula. Poder-se-ia usar o ponto-e-vírgula antes do mas, a fim de diminuir essa virgulada toda e estabelecer uma pausa: Eles sabiam de tudo o que se passava no colégio interno; mas, como já era de se esperar, nunca fizeram nada. Esse não é um caso obrigatório.

O sinal é elucidante, enfatiza o caráter adversativo (contrário) da oração introduzida pelo mas, porém poderia ter sido empregada a vírgula também.

4) Há ainda o caso das conjunções intercaladas. Quando optamos por colocar esses conectivos entre vírgulas (em posição não-inicial na oração), o ponto-e-vírgula é uma ótima opção para marcar a pausa entre as orações. Vejamos: Jonas tem muito dinheiro; não pode, porém, desfrutar suas vantagens.